
Pintura de Ernani Cortat.
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22 DE AGOSTO : DIA DO FOLCLORE !
Viva nosso interior onde a viola caipira canta !
Viva nossas matas com seus sacis, curupiras, mulas-sem-cabeça ,
boitatás, lobisomens !
Viva nossas brincadeiras de roda, nossos piões, pipas,
bolas de gude, amarelinhas !
Viva nossas festas típicas, nossas quadrilhas, carimbós, maracatus !
Viva nosso artesanato, nossas rendas, carrancas, potes de barro, colares !
Viva nossas lendas, crendices, simpatias, histórias !
Viva nosso povo e sua cultura !
Viva o folclore nacional !
Escrito por Leonor Cordeiro às 08h14
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O que é folclore?
De conservar o folclore Todos têm obrigação, Para que nunca descore A popular tradição Os homens de grande estudo Como Mainá e Cascudo Guardam sempre nos arquivos Populares tradições, Cantigas, superstições E costumes primitivos.
Você, caboclo, que cresce, Sem instrução nem saber, Escuta, mas não conhece Folclore o que quer dizer; O folclore é um pilão, É um bodoque, um pião, Garanto que também é Uma grosseira cangalha Aparelhada de palha De palmeira ou catolé.
Posso lhe afirmar também Folclore é superstição O medo que você tem Do canto do corujão.
Folclore é aquele instrumento Para o seu divertimento Que chamamos birimbau, E também a brincadeira Ritmada e prazenteira Chamada Maneiro-pau.
Folclore, meu camarada, Ouvimos a toda hora, É estória de alma penada De lubisome e caipora. Preste atenção e decore, Pois, com certeza, folclore Ainda posso dizer Que é aquele búzio de osso Que você põe no pescoço Do filho pra não morrer.
É o aboio magoado Do vaqueiro na amplidão, É o festejo animado Da debulha de feijão, Carro de boi e gaiola E desafio, à viola, Do cantador popular. E também a toadinha Da Ciranda-cirandinha Vamos todos cirandar.
Eu e você que vivemos No nosso pobre sertão Muitas coisas inda temos Da popular tradição; Além de outras, o girau E a carrocinha de pau Em vez de bonito carro. Que prazer, satisfação, A gente comer pirão Mexido em prato de barro!
E agora, prezado irmão, Estes versos lhe dedico, Lhe dei alguma noção Do nosso folclore rico. Não posso continuar, Pois nada pude estudar, De dentro do tema saio. O resto lhe dirá tudo Romão Filgueira Sampaio, Mainá e Câmara Cascudo.
Patativa do Assaré/Antônio Gonçalves da Silva
Imagem - Plenarinho
Escrito por Leonor Cordeiro às 16h03
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